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''Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar".
William Shakespeare

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Diga não ao Preconceito

Trabalho realizado em duplas pelos 9º anos.

Aqui então o trabalho de minha dupla, eu Amanda Franzoi e Fabiana Arissa Suzuki :




Ps: Clique na imagem para vê-la em tamanho maior.
Análise da crônica: “Da Série: Casamento e Suas Metáforas
Crônica obtida da seção anexos, jornal ANotícia.

O autor, em minha opinião tanto utilizou um assunto do cotidiano, sendo um casal a fazer uma caminhada por necessidade de exercício físico, como faz menções um tanto peculiares, pensamentos de matar sua parceira. Quanto às elementos básicos da narrativa, está de uma maneira um tanto quanto confusa, pois suas sequências de idéias não propagam para um fim.
O cronista manteve o ponto de vista até o final em primeira pessoa.
Quando primeiramente li o título, pensei que se trataria de uma ação corriqueira do dia a dia de um casal, mas o desfecho, no entanto, não foi este.
Nesta crônica, há uma visão, diria até que grosseira do autor a respeito do que se é enfocada na crônica.
Não há nenhuma observação que sirva como reflexão para o leitor em momento algum.
Esta crônica além de não ter seu deslanche para um fim, chega até ser cruel, o que me levou a não apreciar esta crônica. Com um pitada de humor (mesmo que grosseira) é uma crônica que fica com pensamentos no ar, sem ser finalizada com uma final que se possa ser esclarecida a seu leitor.

Crônica

Roteiro para a leitura da crônica:

1- O autor tratou de um assunto cotidiano? Utilizou os elementos básicos da narrativa?
2- A opção do ponto de vista (1ª ou 3ª pessoa) foi mantida até o final?
3- O título e o desfecho estão interessantes?
4- Há uma visão pessoal do autor a respeito do que é enfocado na crônica?
5- Há alguma observação que sirva como reflexão para o leitor?
6- Outras observações.

domingo, 27 de junho de 2010

Afinal, o que é Crônica?




Crônica é um gênero literário produzido essencialmente para ser veiculado na imprensa, seja nas páginas de uma revista, seja nas páginas de um jornal. Quer dizer, ela é feita com uma finalidade utilitária e pré-determinada: agradar aos leitores dentro de um espaço sempre igual e com a mesma localização, criando-se assim, no transcurso dos dias ou das semanas, uma familiaridade entre o escritor e aqueles que o lêem.


- Este será o trabalho dos 9º anos, com o objetivo de aprender a escrever crônicas sobre pessoas, os seus costumes e a vida do lugar onde moramos.

A Olimpíada de Língua Portuguesa


Neste ano de 2010 os alunos juntamente com os professores de língua portuguesa da E.M.Professora Zulma do Rosário Miranda participarão da Olimpíada Brasileira de Língua Portuguesa.
O tema dos 9º anos séra crônica : Escrevendo o Futuro.

Ps: Para mais informações sobre como participar, contato, etapas da seleção, entre outras, visite o site http://ww2.itau.com.br/itausocial/olimpiadas2010/web/site/



segunda-feira, 21 de junho de 2010

Segunda-feira, 21 de junho de 2010.

A Crônica e o Ovo
A discussão sobre o que é, exatamente, crônica, é quase tão antiga quanto aquela sobre a genealogia da galinha. Se um texto é crônica, conto ou outra coisa interessa aos estudiosos de literatura, assim como se o que nasceu primeiro foi o ovo ou a galinha, interessa aos zoólogos, geneticistas, historiadores e (suponho) o galo, mas não deve preocupar nem o produtor nem o consumidor. Nem a mim nem a você. Eu me coloco na posição da galinha. Sem piadas, por favor. Duvido que a galinha tenha uma teoria sobre o ovo, ou, na hora de botá-lo, qualquer tipo de hesitação filosófica. Se tivesse, provavelmente não botaria o ovo. É da sua natureza botar ovos, ela jamais se pergunta "Meu Deus, o que eu estou fazendo?" Da mesma forma o escritor diante do papel em branco (ou, hoje em dia, da tela limpa do computador) não pode ficar se policiando para só "botar textos que se enquadrem em alguma definição técnica de "crônica”. Há uma diferença entre o cronista e a galinha, além das óbvias (a galinha é menor e mais nervosa). Por uma questão funcional, o ovo tem sempre o mesmo formato, coincidentemente oval. O cronista também precisa respeitar certas convenções e limites, mas está livre para produzir seus ovos em qualquer formato. Nesta coleção, existem textos que são contos, outros que são paródias, outros que são puros exercícios de estilo ou simples anedotas e até alguns que se submetem ao conceito acadêmico de crônica. Ao contrário da galinha, podemos decidir se o ovo do dia será listado, fosforescente ou quadrado.Você, que é o consumidor do ovo e do texto, só tem que saboreá-lo e decidir se é bom ou ruim, não se é crônica ou não é. Os textos estão na mesa: fritos, estrelados, quentes, mexidos... Você só precisa de um bom apetite.
Luis Fernando Veríssimo